quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olá pessoas, desculpem a demora. Esse texto (abaixo) deveria ter sido postado no dia 20 de novembro (porque é referente ao dia 19). Mas fim de ano é uma correria danada, escola, dança, etc, e agora estou viajando, então não tive tempo para escrever direito, pelo menos, não como eu gostaria.
Desculpe se estiver chato, demorado ou detalhado demais, mas é para eu mesma não esquecer o que aconteceu, e os detalhes são importantes. Também não poderia acabar o ano com 99 postagens sendo que eu ainda tenho coisas a dizer/escrever. Completo agora 100 postagens - com essa são 101. Obrigada por gastar um pouquinho do seu tempo vendo o meu blog.

Eu estou feliz como esse cara:

Cooooooorre!!!



Para quem não sabe, no dia 19 de novembro aconteceu a tão esperada estréia do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I, sétimo e penúltimo filme da série. Eu nunca esperei tanto por um filme na minha vida.
Combinei com minha prima de irmos ver no dia de estréia, no primeiro horário (12:40), o que quer dizer que teríamos que sair correndo da escola. Nós estudamos em escolas diferentes mas ambas perto de casa (ela é minha vizinha), e saímos no mesmo horário (11:30), o que quer dizer que precisaríamos só nos encontrar em casa e sair correndo para o cinema. Se tivéssemos sorte, chegaríamos em cima da hora.
Chegar em casa da escola e sair correndo para o cinema quer dizer que teria que deixar as coisas prontas no dia anterior. E como eu não poderia lavar o cabelo antes de ir, lavei na noite anterior e fiz uma trança. Fui para a escola com a roupa que eu ia usar, exceto a camiseta da escola, que é obrigatória.
Minha prima falou que naquela sexta-feira não conseguiria se concentrar na escola. Mas comigo não foi bem assim. A primeira aula foi de português, e teve um debate sobre manipulação na TV, que foi muito bom e eu prestei bastante atenção.
Na aula de matemática eu não tive o que fazer porque eu já tinha feito a lição, então fiquei ansiosa, pensando no filme, no livro, e nas noticias que li sobre o filme, no site Somos das Masmorras.
Nas últimas aulas também não tinha o que fazer e eu fiquei só no tédio, sem nem um livro para ler (mas será que eu conseguiria?). Perguntei para uma amiga se eu soltava o cabelo ou deixava com a trança, ela disse para deixar. Era uma trança bonita que eu fiz do lado esquerdo, com algumas mechas soltas, principalmente do lado direito, “milimetricamente desarrumado” como disse o professor de português uma vez sobre o cabelo de um aluno. Eu disse que ia deixar (porque tava bonita mesmo), mas ia acabar soltando, porque não consigo ficar com o cabelo preso muito tempo. Dito e feito, desfiz a trança na metade do filme.
Antes de o sinal tocar eu já estava na porta da sala, esperando, olhando para fora para ver se os outros alunos saíam. Assim que tocou, eu saí direto pro banco, perto da escola, para sacar o dinheiro. Eu só não esperava ter de enfrentar fila... estava pequena, mas só tinha um caixa funcionando.
Sai do banco direto para uma loja onde deixei uma carteira reservada, que eu tinha escolhido no dia anterior. Eu demoro para escolher, então não podia deixar para escolher no dia, e eu realmente precisava de uma.
Fui da loja para uma lanchonete onde comi rapidamente um salgado e um suco, já que eu não teria tempo para almoçar e já estava com muita sede, pois estava um dia quente. Acabei o suco e terminei de comer andando, depressa.
Cheguei em casa correndo, troquei a blusa, escovei os dentes, arrumei os documentos na carteira, peguei minha bolsa e fui chamar minha prima.
“Vamos”
“Deixa eu só trocar o dinheiro”
“Mas já devia estar trocado!” eu falei, fui à casa dela e ela pediu para a mãe trocar o dinheiro. E nós saímos, depois de meio-dia e dez, andando apressadas.
Para ir até o ponto de ônibus nós precisamos descer uma rua que é cruzada no meio por outra, no final da rua vira-se à esquina e o ponto é a alguns passos.
Estávamos andando apressadas comentando a nossa ansiedade pelo filme e o tempo apertado e quando estávamos quase no meio da rua, prestes a atravessar, eu de repente gritei, do nada, “Cooooooorre!!!”, e desci a rua correndo desabalada. A Keyte se assustou e gritou “me espera”, correndo atrás de mim e rindo, e gritei de novo “cooorre”, rindo da minha maluquice. E nós chegamos ao ponto rindo, já tinha duas mulheres lá esperando. Passou um ônibus, mas não era o que nós íamos pegar. E nós continuamos a nos arrumar no ponto de ônibus, passando maquiagem e conversando. Tivemos sorte porque o ônibus só demorou uns 2 minutos. Nós sentamos na frente e terminamos de nos maquiar. (Ah, carteira que eu comprei tem espelho, lógico!)
Passamos pela catraca e esperamos na porta, combinamos de correr assim que a porta abrisse, e ficamos quase grudadas na porta. Assim que o ônibus parou no ponto do Shopping nós saímos e subimos correndo as escadas da entrada e, chegando à porta eu falei “Cheguei primeiro”.
(Mais tarde, andando na frente dela, eu perguntei “Por que eu tô sempre na sua frente?”, e eu mesma respondi “Vai ver é porque eu estou mais ansiosa.” – eu vinha contando os dias para a estréia do filme há meses... “e porque eu venho mais aqui.” Eu vou pouco ao Shopping mas ainda vou mais do que ela (acho), e quase sempre faço o mesmo caminho, para comprar chocolate e ver a livraria, satisfazendo meus dois vícios deliciosos.)
Nós entramos e fomos à primeira escada rolante. Eu nunca subo os degraus da escada rolante, mas é óbvio que desta vez eu não ia deixá-la fazer o trabalho sozinha. Nós subimos correndo, mas no meio da escada havia apenas um casal, e o cara tava segurando o corrimão dos dois lados, tampando a passagem. A Keyte olhou para mim tipo “e agora?”, eu estava na frente, cutuquei o cara e pedi licença, ele tirou o braço rapidamente e nós saímos correndo. O cinema fica no último andar, e para subir a próxima escada rolante teríamos que dar uma voltinha. Mas perto à primeira escada rolante tem uma série de escadas normais que dão voltas para subir aos próximos andares. Eu nunca subo aquelas, se posso evitar, mas olhei para a Keyte e perguntei “vamos por aqui?” e ela concordou. Subimos correndo, por mais que estivesse calor. Demos voltas e voltas e... subimos um andar a mais, então descemos mais rápido do que subimos, e saímos em direção à escada rolante que dava acesso à praça de alimentação, e de lá para a próxima escada que dá acesso aos cinemas.
Quando chegamos não tinha ninguém na fila da bilheteria. Terminamos de comprar os ingressos às 12:39, e a Keyte queria comprar pipoca e refrigerante, mas eu disse que não tinha tempo (Na verdade, eu nunca fiz tanta questão de comer pipoca assistindo filme, eu levei Bis Limão e “droguinha”- um doce chamado alcaçuz – e nós comemos durante o filme). Mas eu estava morrendo de sede, perguntei onde tinha bebedouro e, para meu desespero, era do lado oposto à sala do filme. A Keyte foi para a sala e eu corri para beber água, depois corri para a sala. Havia pouquíssimas pessoas apenas da metade para o fundo da sala, mas eu não vi a Keyte. Procurei-a enquanto passavam os avisos e então me sentei no meio de uma fileira do meio, de onde tinha uma ótima visão e era a primeira fileira ocupada, apenas por dois garotos ao final. Estava perto da entrada e Keyte poderia me ver quando entrasse. Ela perdeu só o comecinho do filme e me viu assim que entrou. Disse que estava espiando a sala onde estava passsando legendado, e estava na cena em que o Fred vê o Harry e a Gina se beijando. Eu narrei pra ela a primeira cena, que era o ministro comunicando à imprensa que são tempos de trevas e blábláblá, mas que o ministério continua forte... e já emenda com a Hermione lendo o jornal no quarto dela na casa dos pais.
Eu fiquei tão feliz de terem adicionado essa cena da Hermione alterando a memória dos pais, ficou tão perfeita, ela sumindo das fotos da família... eu me arrepiei.
Eu e a Keyte falamos o filme todo, baixinho, é claro, comentando cada cena e comparando com o livro – nós duas lemos em julho, e eu reli esse depois que li todos, porque o último livro foi o primeiro que eu li.
Eu não quero falar muito do filme agora porque é muita coisa, mas a primeira vez que eu chorei foi engraçada.
A primeira vez que eu chorei foi depois da briga do Rony com o Harry. É uma cena bem tensa e triste. A Keyte falou “Ah, eu tô quase chorando”, e deu pra ver os olhos dela brilhando, mas ela olhou para mim e eu já estava chorando, e eu ri, ela também.
Nós choramos rios com a morte do Dobby. A cena foi tão linda. Eu não agüentei ele dizendo “Que lugar mais lindo para estar com os amigos... Dobby está feliz por estar com seu amigo... Harry Potter.”

Eu queria ficar no cinema até os créditos acabarem, mas todo mundo saiu logo e a Keyte ficou me apressando, praticamente me arrastou para fora.
A claridade machucou meus olhos chorosos quando saímos, e nós fomos beber água retocar a maquiagem.
Depois eu mostrei a ela uma loja com objetos de decoração em que haviam corujas. Nós entramos na loja e vimos umas pequenas, tinha daquelas com arame para encaixar uma foto e as outras eram só para enfeite. Eu peguei uma e falei “olha que fofa, ta em cima de um livro”, tinha também um diploma na mão e um chapéu. Ela disse “ai, que linda, vamos comprar?” “Vamos. Iguais ou diferentes?” “Iguais”. E nós levamos de lembrança da estréia. Tinha tudo a ver, principalmente porque estava em cima de um livro, e o pergaminho enrolado – eles só usam pergaminho - e o chapéu de formando – em Hogwarts eles se formam no sétimo ano, e embora o trio principal não estivesse em Hogwarts, esse é o sétimo ano.
Quando fomos pagar a moça perguntou “embrulha pra presente?”, eu gostei da idéia e respondi “embrulha”. A moça disse “50 centavos a mais”, minha expressão mudou e eu disse “Ah, então deixa... era pra mim”. Tinha quatro pessoas na loja e todas riram, inclusive eu.
A minha corujinha está dentro do meu guarda-roupa, para meu irmão não inventar de quebrar.
Depois nós fomos à livraria, aos sebos e à biblioteca, e ela ficou com raiva de mim por arrastá-la para tantos lugares, e ameaçou me matar. E completou dizendo "Eu ainda não posso te matar, hoje não. Porque eu não posso ser presa antes de ver a Parte II" e eu respondi "E eu não posso morrer antes do fim."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ele viu meu rosto no escuro (por mais que eu tentasse escondê-lo com os cabelos) e percebeu que algo estava errado.
"Tá tudo bem?" perguntou.
Fiquei calada. Não podia e não queria mentir. Ele esperou. Eu balancei levemente a cabeça. "O que foi?" Novamente, eu não queria mentir. É tanta coisa... E não é só por hoje, embora o que eu tenha ouvido tenha sido bastante forte. E, ao invés de "nada", falei "tudo", bem baixinho, um pouco mais verdadeiro.
"Você quer falar?"
"Não" - murmurei.
"Depois você quer?"
"Não sei."
Ele esperou um momento e perguntou: "Não é nada físico, é?"
"Não" - definitivamente, não era físico.
"Amanhã a gente conversa... Boa noite"
"Boa noite."
No dia seguinte, não houve tempo para conversarmos. Melhor assim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Chorei muito e dormi pouco. Acordei por obrigação e morrendo de dor de cabeça... Meu cérebro estava doendo como se faltasse um pedaço, e morno como se estivesse sangrando...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ele me viu chorando
Mas é tão difícil dizer...
Não quero que ele saiba
Porque eu o amo demais.
Sei que estará sempre aqui
Que será sempre amigo
Mas por estar tão perto
É ainda mais difícil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Afastamento Abrupto

Perdi o interesse por aquele livro. Pois se tornou... vulgar, ordinário, comum, menos especial... muito menos que antes.
Guardarei os bons momentos mas não quero mais seguir adiante. Não por enquanto, pelo menos. E ao que parece eu não faço a menor falta.
As pessoas e as situações mudam principalmente quando a gente não espera.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Para quem sabe o que é arte


É péssimo ter que ouvir "aquilo foi uma droga!" sobre algo que eu fiz de coração e me entreguei de corpo e alma por vontade própria. E ter de ouvir uma pessoa estúpida e abissalmente ignorante chamar minha arte de lixo...
Depois de todo esse tempo, tais comentários não me fazem mais querer chorar desesperadamente, gritar, bater - agora falo o menos possível e procuro manter a calma. No lugar disso, o que eu senti foi um profundo desprezo, misturado de alguma forma com pena e... nojo.
Mas eu encontrei uma saída. E sinto um prazer insano e vingativo em saber que não acabou - muito pelo contrário, está só no começo. Eu consegui escapar silenciosamente e, no entanto, continuo aqui, como se nada tivesse acontecido, como se tivesse me conformado... Essa é a melhor vingança.
Tamanha ignorância, repulsa, desrespeito e desprezo por algo que eu descobri ser tão maravilhoso só fizeram crescer o meu amor, e não matá-lo, apagá-lo, como obviamente era a intensão.
Eu descobri vida, descobri essência real e divina. E pode ser belo e ao mesmo tempo terrível, às vezes. Mas eu vejo e compreendo ambos. E amo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"Você tem um confronto de duas pessoas totalmente diferentes, uma desmembrada, e que se tornou menos que humano, porque para mim, humano inclui a capacidade de amar, e ele deliberadamente se desumanizou... E essa outra pessoa cheia de falhas, vulnerável, e ainda assim continua lutando, continua amando, ainda se atrevendo a amar, se atrevendo a ter esperança."

J. K. Rowling

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tributo

Linda história, lindo vídeo, linda música, lindas falas...


"You're not a bad person! You're a very good person... who bad things happened to."

Você não é uma má pessoa. Você é uma pessoa muito boa a quem coisas ruins aconteceram...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É inviável falar que uma história se faz pelos seus mocinhos. Os vilões apimentam a história, a faz crescer, se tornar viva. Uma história só de mocinhos e perfeição não existe. E isso é um fato.

http://dasmasmorras.tumblr.com/

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu não preciso ser... e se você não acredita...

Eu não preciso ser uma psicopata para gostar da música Pode Agradecer, nem ser uma perua louca, retardada, sem cultura, sem nada na cabeça para gostar de  Cotidiano de um casal feliz - aliás, duvido que uma delas goste.
Eu não preciso estar apaixonada para escrever um poema de amor.
Não preciso estar preocupada se alguém acredita ou não em mim e querer que esse mesmo alguém coloque as mãos em mim para cantar Hands on me - que na verdade é uma música muito romântica e meiga.
Eu não preciso estar... queimando para ouvir "Sex on fire", que é uma música que eu gosto de ouvir a qualquer momento, com qualquer emoção. Eu posso estar triste, com raiva, feliz, excitada (excitação não se refere exatamente a sexo. Uma estréia, por exemplo, os momentos que antecedem uma entrada no palco é, para mim, um momento de excitação)... Qualquer dessas emoções é um ótimo momento para essa música. Gosto de ouvi-la, particularmente, quando estou com raiva. É tão... libertador.

Enfim, o que quero dizer é que não precisamos gostar só daquilo que é bonito e alegre, mas também daquilo que nos faz pensar, refletir, e perceber que não somos o centro do universo, e nem tudo existe para nos fazer feliz.
Não se pode virar a cara só porque diz alguma coisa ruim, pois é preciso abrir os olhos (os olhos, os ouvidos, a mente...)
Porque, caso você não tenha percebido, o mundo não é inteiramente bonito e muito menos justo, e a vida é dura, e nem tudo são flores.
Então porque eu tenho que gostar só do que é bonitinho? Eu gosto de arte, gosto do que é bem representado.

"A arte existe para perturbar."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sonho

Tenho apenas um sonho
Que alimenta minha alma
Ou que a devora.
O sonho de ser alimentada pelo amor,
E devorada pela paixão.
Paixão essa, ardente como o fogo
E o amor,
O amor suave e puro como o ar que eu respiro,
Com perfume de rosas ao meu redor
Rosas essas que você trouxe para me ver sorrir
Mas fico feliz apenas em ver seu rosto prto de mim
Ver seus olhos dentro dos meus
E, dentro desses olhos
Eu vejo meu sonho
O sonho que me faz viver.
Vejo em seus olhos
O amor e a paixão que,
Agora eu sei,
Sente por mim.
E agora eu realmente vivo
Vivo por ser amada por você.

Karoline A. Rocha

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tem gente que é moralista mas não tem moral pra isso. Cabeça fechada, quadrada. Mente estreita, limitada. Inexorável.
Certos hábitos e ideias mal-concebidas podem cegar uma pessoa, e torná-la incapaz de enxergar o belo e, principalmente, o que é belo e triste. E incapaz de dar valor ao trabalho de quem realmente se dedica, dá o sangue e a alma por aquilo que acha digno; e que pode mudar o mundo ou apenas uma vida - a mais importante de todas...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pra ser sincero

Pra Ser Sincero
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo...

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos...

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo...

Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação...

Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!...

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tédio e HP

Olá pessoas,
desculpem eu ter andando meio sumida... mas não é porque eu esteja viajando, não. Muito pelo contrário...
Minhas férias estão tediosas... simplesmente tediosas, como são todas as férias de julho em que eu não viajo.
A única coisa de útil que eu fiz nessas férias foi algo que meu pai considera totalmente inútil*, ler Harry Potter e As Relíquias da Morte, o último da série e o primeiro que li - bom, não deixa de ser uma viagem, pensando bem. Faz dias que eu terminei e agora estou ansiosa pelo filme, a primeira parte sai em novembro, shit!
Mas eu não vou falar sobre Harry Potter com vocês, é melhor conversar com alguém que já leu, porque eu não quero contar os segredos do livro. Já contei alguns para minha prima que está lendo, e às vezes eu quero comentar algo sobre o final, mas eu lembro que ela ainda não sabe e me seguro.
É contra os meus princípios de leitora contar o final de um livro. Conto apenas em raras ocasiões, como, por exemplo, se a pessoa não for mesmo ler o livro. E na verdade eu já sabia parte do final, porque minhas queridas amigas que já leram há sei lá quanto tempo não se importaram em conversar na minha frente, e também por coisas que eu li no Atormente o Snape. Mas, mesmo assim, eu ainda tive muitas surpresas, então tá bom.

*meu pai acha Harry Potter inútil, não o gosto pela leitura.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Copa muda as pessoas

Eu não queria falar sobre a Copa, mas é pouca coisa. Lá vai:
Eu estava chegando em casa na hora do jogo entre Espanha e Portugal na terça-feira. Minha mãe estava lavando a louça com a TV ligada na MTV (bizarro, mas nem tanto ultimamente).
Eu coloquei as compras do mercado em cima da mesa pela segunda vez no dia (pois é, eu sou um burro de carga), com os ombros doendo. E falei: "Mãe, você tá fazendo o papel de filha e eu vou fazer o papel de pai: eu vou ver o jogo." Ela respondeu "Desconfiei".

terça-feira, 29 de junho de 2010

Por que lemos?

  • Porque na vida real, não temos condições de "conhecer" tantas pessoas, com tanta itimidade;
  • Porque precisamos nos conhecer melhor;
  • Porque necessitamos de conhecimento, não apenas de terceiros e de nós mesmos, mas das coisas da vida;
  • Mas, o motivo mai marcante, mais autêntico, que nos leva a ler, com seriedade é a busc de um sofrido prazer, que se articula a uma plausível definição do Sublime; a busca empreendida por um leitor encerra prazer ainda maior.
Leia plenamente, não para acreditar, nem para concordar, tampouco para refutar, mas para buscar empatia com a natureza que escreve e lê.

Curso: "Os Sentidos da Leitura"
Coordenadoras: Eliana e Lucineide
Eu odeio gente grossa que fala "Odeio gente grossa". Se olha no espelho antes de falar que odeia gente como você. Você se odeia? Então se mata! Ah, que inferno!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Gosto de músicas longas - Faroeste Caboclo (Legião Urbana), Jesus of Suborbia (Green Day), Science and Religion (Hans Zimmer) - uma nacional, uma internacional, e uma instrumental, hehe.

Gosto de música que parece que vai acabar. Cold Desert, do Kings of Leon é muito, muito linda. E, quando "acaba" a primeira vez, ele volta cantando baixinho e o som vai aumentando. Uma vez eu ouvi essa parte no último volume (no fone) para perceber o quanto aumenta - quase fiquei surda.
Outro dia eu estava distraída ouvindo um CD que meu professor de dança me emprestou, e tinha uma música muito bonita com piano, e parecia que acabava e voltava de novo... depois eu percebi que o CD tava ralado... Mas tem a mesma música em outro CD e, realmente, tem umas 4 pausas e vai ficando cada vez melhor...

Música cujo título é apenas um número: 505 (Arctic Monkeys), 503 (Hans Zimmer), 17 (Kings of Leon), 22 (Lily Allen), 1997 (Hateen), 1973 (James Blunt), 1 2 3 4 (Feist).

Ou um nome: Raphael (Carla Bruni) Fátima, Natasha (Capital Inicial), Renata (Tihuanna), Christine (Ben Jelen).
Ou um pouco mais que um nome: Eduardo e Mônica (Legião Urbana), Mariana foi pro mar (Ira!), La Valse d'Amelie (Yann Tiersen)

Músicas com nome grande, como Lying is the most fun a girl can have without taking her clothes off, uma das minhas músicas preferidas do Panic At The Disco.

Ou apenas uma palavra como título, mas aí são inúmeras. Ódio, Lama e Imperecível são músicas da mesma banda (Luxúria), e eu gosto das três.

Músicas "fofas" que têm palavrão também são interessantes. Como Fuck You, da Lily Allen, que é bem alegrinha. Quem não sabe o que é e vê o clipe vai achar que ela tá cantando uma coisa bem bonitinha, quando, na verdade, ela tá mandado o cara se #@%&*!
Oops, desculpe se decepcionei alguém... creio que não.
Agora o que acontece comigo eu penso como seria escrito, para postar aqui. Bom, nem sempre dá certo...
Às vezes eu sorrio sozinha andando na rua, lendo alguma coisa ou lembrando de algo, e penso se as pessoas me acham louca. Mas, que eu saiba, ninguém vê. Ainda bem.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"Não pensem que o inferno é ruim. Vivemos nossos infernos diariamente na Terra... É do inferno das paixões, da ambição, da busca e do medo que surge alguém para apontar o caminho para o céu."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eu estou olhando para o único lado de onde deveriam vir carros. Não vem nenhum e eu estou quase atravessando. Vem um motoqueiro entregador de pizza na contramão, saindo da pizzaria atrás de mim e, ao invés de parar ou buzinar, ele acelera para eu ouvir o ronco do motor. Estúpido.
Depois, eu estou atravessando na faixa de pedestres e vem uma perua escolar quando eu estou quase do outro lado. Pode atropelar, eu não vou correr.
Seguindo pela avenida, parece que eu sou tão invisível quanto a faixa apagada no chão. Não vem nenhum carro e a motorista entra na avenida.

Ontem, o farol estava fechado para os motoristas (pobreza: não tem farol para pedestres), e uma herdeira de meretriz parou o carro exatamente em cima da faixa. Helloooo, essa faixa é para PEDESTRES. Onde foi que tirou sua carteira? Depois que eu atravesso na frente dela a idiota percebe o que fez e dá a ré. Agora não precisa mais.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Às vezes eu gostaria de poder desligar o meu cérebro!

Escriborragia

Estou doente. Estou sofrendo de Escriborragia*.
São outras dores, outras doenças que deixam meu sistema imunológico frágil ao vírus da Escriborragia.
Há males que vêm para o bem. A "Escriboragia" é o resultado positivo de uma equação quase toda negativa.
Como? Não me pergunte. Isso não é sobre matemática.

*palavras que sangram e escorrem pela boca, pelos olhos, pelos poros… pela alma. - Tânia Liberato

...

Por que eu gosto tanto de reticências?
Fica bonito três pontinhos no final da frase. Dá ideia de continuidade. Mas às vezes dá ideia de vazio, de que não há mais nada...
onde deveria/poderia haver alguma coisa, uma explicação talvez.
Ou não.(..)
Tudo ao meu redor está caindo aos pedaços, desmoronando. Eu não quero me despedaçar...
A pior dor é a de não sentir dor.

Uma dor leva a outra.

Não entendeu? Não precisa. Só sei que foi horrível. E pior: idiota. E a culpa é minha. Eu sou estúpida e irresponsável. Chorando de dor, de frustração e de raiva.

E no meio disso tudo meu irmão é tão lindo, tão fofo, tão cheiroso... me acalma. Pena que eu peço um cheiro e ele me dá um tapa...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pode agradecer

Jay Vaquer
Composição: Jay Vaquer


Sufoquei, não deixei você sair sem mim
Vigiei só para garantir,
Infernizei, controlei cada segundo
Liguei só pra verificar

Te cerquei, coloquei escuta, grampeei o telefone
Afastei amigos
Ameacei violência apaguei o seu passado
Odiei não estar lá

(Refrão):
Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer

Quebrei presentes sabe-se lá de quem
Rasguei fotos sei muito bem de quem
Queimei cartas que não escrevi, não
Não deixei, proibi, não permiti
Roupas, gestos, sorrisos que não consenti
Evitei que seu brilho ofuscasse o meu
(Refrão)

Chantageei e até chorei
Pena e medo sempre boas coleiras
Enrolei, explorei e até chifrei
Pequenas besteiras...

Te marquei feito um gado, fui seu dono
E tranquei, castiguei, vampirizei
Fiquei puto por não conseguir controlar o seu pensamento

(Refrão)

Eu amo essa música.
Simplesmente amo o jeito como o cantor retrata este... ser. E ainda em 1ª pessoa - dá medo. E o som dessa música é muito bom.
Tem clipe, mas eu prefiro não colocar porque... é meio tenso. Eu só tinha 10 anos quando via o clipe na MTV. Eu gostava da música mas não gostava do clipe...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A função principal da arte não é, comumente se imagina, expor ideias, difundir concepções ou servir de exemplo. Mas o objetivo da arte é preparar uma pessoa para a morte, arar e cultivar sua alma, tornando-a capaz de voltar-se para o bem.
Tarkovski

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Troca de palavras inútil

- O objetivo da arte é provocar emoções.
- Vem pra cá com suas... palavras.
- Eu tenho orgulho das minhas palavras.
- Eu tenho orgulho é das minhas ações!
Ai, que vontade de rir. Ações? Que ações? Não faz nada que preste.
- E das minhas palavras também.
Palavras! Em sua grande maioria grosseiras e/ou estúpidas.
Melhor não falar nada, se não vai dá merda. A pessoa não entende uma vírgula do que eu digo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"O olhar dança."

Zezinho, ontem na aula de Dança Contemporânea.
Se deixar a Dança, sinto falta do meu corpo. Se deixar o Teatro, sinto falta da minha alma. Embora ambos eu faça com corpo e alma.

Karol Rocha

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Porre

pode trocar a última letra, se quiser


O orkut tá um porre.
O inglês tá um porre. Não estou aprendendo nada que eu já não saiba. Absolutely nothing.
Eu tive uma única professora de inglês durante 8 anos. Uma ótima professora. Ela sabia ser séria e divertida. E engraçada até quando estava séria. A prova dela tinha geralmente 2 ou 3 páginas e era tudo que a gente tinha visto durante o bimestre. E a nota era justa. Eu tirava 9,7; 9,8. E não perdia ponto por esquecer o ponto final - eu já sou crítica o suficiente quanto à pontuação, há tempos.
Tirei 10 no boletim mais de uma vez. E um dia ela estava falando para nós as médias. Eu fiquei com 7 ou 7,5. Ela olhou para mim e falou: "Eu nunca pensei que eu fosse te dar uma nota dessas." Eu fiquei sem graça. Tirei essa nota porque não entreguei lição. Pra qualquer pessoa essa poderia ser uma boa nota. Mas não em inglês, não para mim. Ela me conhece bem.

E agora que eu mudei de escola, em menos de 1,5 ano eu já tive 4 professores. Não 1, não 2, mas 4. E, me desculpe, mas nenhum é tão bom quanto ela.
Quem, diabos, avalia um aluno com uma simples e ridícula lista de exercícios?
Nós passamos 2 aulas inteiras fazendo merda nenhuma, ou seja, 1 ou 2 páginas do livro. O livro ainda tem 2 CDs que nós não usamos. Por que, diabos, compramos o livro então? Ah, claro, porque a professora anterior achou necessário. E quando nós compramos ela saiu da escola. And we fuck!
Eu nem trouxe o livro hoje. Por quê? Eu esqueci. Afinal, nós quase não usamos mesmo. Só faz pesar minha mochila, e eu to com dor nas costas. Dor nas costas é um porre. Dói os ombros também. Que também é um porre.

A frase preferida da professora é "Let's finish the conversation".
Hoje nós temos duas aulas para fazer, o quê? O que nós já fizemos! Que incrível!
A gente já fez os exercícios no livro, ela já corrigiu e agora ela quer que a gente copie as questões, não as respostas, mas as questóes inteiras numa folha à parte para entregar. Ah, go to shit. É muita folga. "Pra que que eu comprei o livro se tem que copiar tudo no caderno?" minha amiga disse.
Duas aulas para isso, ou seja, nada. Ela passou mais dois exercícios na lousa. Mas, tá, grande merda.
Minha amiga tá tirando dúvidas comigo e tem algumas coisas que não fazem sentido. Eu não tô fazendo, claro, porque estou escrevendo isso aqui.
E fuck it.

Essa escola tá um porre.
Matemática também tá um porre. A professora é legal, mas, afe...
Um dia ela disse "A matemática é linda..." Eu tive vontade de rir, e pensei nas coisas que eu acho lindas - bem diferentes de matemática!
Pra que diabos eu vou usar pi, rad, alfa, beta, além de passar no Vestibular?
Não adianta responder - eu não vou usar.
E ômega, afe, eu só sei que tem no peixe...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Que beijinho doce...

Ontem eu falei para a Fran "Ontem eu fiz um beijinho. Ficou muito bom. Foi o meu primeiro." (antes eu só fazia brigadeiro).
Ela sorriu pra mim e falou "Adorei isso..." e repetiu minhas palavras, levando para o outro lado.
Muito gostoso o meu beijinho. (entenda como quiser, rsrs)
;-p

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu estava assistindo a Dança dos Famosos com meu pai (detalhe: ele não gosta) e, quando apareceu "Aberta votação para Fulano de Tal (famoso) e Cicrana (dançarina)" eu perguntei "Por que colocam o nome do artista inteiro e o da dançarina só o primeiro nome?".
Meu pai respondeu "Porque o artista é mais importante"
Eu falei "Claro que não, a dançarina é mais importante!"
Meu pai: "Êê, essa menina tá toda invoada só porque tá dançando"
Eu: "lógico"
Ele: "Falou, defensora das dançarinas-sem-sobrenome"

domingo, 13 de junho de 2010

Fecho meus meus olhos porque quero escuridão
Não importa se caem lágrimas dos meus olhos ou não.
Karol Rocha

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A última dança



Maravilhoso. Belíssimo filme.
Vai além da beleza da dança, da arte. Mostra a beleza de cada um, como indivíduo. O bailarino como uma pessoa comum - na medida do possível - com sua vida, seus problemas.
Esse filme me fez ver que qualquer profissão, por mais bonita que seja, terá seus problemas, obstáculos, adversidades. E que teremos que passar por isso de alguma maneira.
Nem sempre pensando só em nós mesmos, mas dando ao grupo, e aos amigos, o devido valor.
E principalmente, me mostrou que temos que colocar nossa alma no que fazemos, e fazer com paixão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

I'm not in love
I just wanna be touched

I just want your kiss boy...

Whoops, I think I've got too close
Cause now he's telling me I'm girl that he likes most

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O pássaro azul

Hoje a aula de Inglês estava nada menos do que entediante. Eu amo Inglês, mas isso eu já vi às avessas, não estou aprendendo nada de novo. A professora deixou uma aula inteira para as pessoas estudarem para a prova na aula seguinte (depois do intervalo). Como eu não estava fazendo nada, no final da aula, quando deu a hora do intervalo, eu virei para a Juliana (blog Tô com tédio) e falei "Ju, vamos fazer uma história? Por favor, eu quero fazer alguma coisa"... E nós fizemos esta história - o que está em verde eu que escrevi. O que está em azul a Juliana escreveu.

A menina olhava pela janela. Estava observando um pássaro azul quando escutou uma voz desesperada que a chamava urgentemente vindo do corredor.
Ela olhou surpresa, saiu correndo e o que viu foi realmente assustador: sua irmã estava caída no chão com uma aranha enorme que subiu em sua perna e picou-lhe na coxa.
Ela imediatamente desmaiou, e a aranha fugiu pela janela do quarto dela. Quando acordou percebeu que o passarinho azul que vira anteriormente estava cantando tristemente pousado em seu ombro. Ela então chorou o luto por sua irmã, tendo como companhia apenas aquele passarinho de olhos tristes e profundamente humanos.
Mas de repente, olhando atentamente, ela percebeu que apesar de o canto do passarinho ser triste, seus olhos olhos não eram tão humanos assim... eram estranhos, maliciosos, chegavam a assustar... Então ela compreendeu que aquele era um ser perturbado, que já tinha visto coisas muito mais horríveis do que uma simples morte infantil.
Mas ela também estava perturbada e, num surto de cólera, resolveu afogar o pássaro num copo de água. Só que ele não se abalava com pouco. Era um sobrevivente. E resistiu até a menina cansar.
Ela, exausta, soltou o passarinho. E quando o fez, era um lindo peixe azul que estava no copo d'água.

Por Karol Rocha e Juliana Teixeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Crônicas de Vida e Morte

Chronicles Of Life And Death
Good Charlotte

Você vem pra cá com frio
Você está coberto de sangue
Eles estão todos tão felizes que você chegou
O médico corta o seu cordão
Te entrega pra sua mãe
Ela te liberta pra essa vida
E pra onde você vai?
Sem destino, sem mapa pra te guiar
Você não saberia
Que não importa todos nós terminamos do mesmo jeito

Refrão:
Essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem pra esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o melhor dia da sua vida

E dinheiro fala, nesse mundo isso é o que os idiotas dirão
mas você descobrirá, que esse mundo é só um desfile de idiotas
Antes que você vá
Você tem algumas perguntas que você quer respondidas
Mas agora você está velho, com frio, coberto de sangue
E bem de volta de onde começou

Refrão:
Essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem pra esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o pior dia da sua vida

Mas essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem para esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o melhor dia da
Hoje poderia ser o pior dia da
Hoje poderia ser o último dia da sua vida
É a sua vida
Sua vida

sábado, 5 de junho de 2010

Pérolas da novela

Eu estava vendo Passione quinta à noite e vi umas frases ótimas:
"mas você nunca foi amante da natureza."
"Sempre é hora de uma mulher ser amante de alguma coisa."

"... hoje em dia dinheiro compra tudo."
"É... uma pena" - isso é a vilã da novela falando, rrssrsrsrs, vilãs... sempre falsas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Entre muros e pontes

Eu sei que, no fundo, ela é uma pessoa frágil e sensível demais. Mas, para se defender, ela usa de agressividade. Ela age de maneira insuportável com aqueles para quem ela deveria ser a pessoa mais amável do mundo. Mas essa é a vida dela, e não vou seguir seu exemplo.
Ela, ao invés de pontes, construiu muros ao seu redor. Passou tanto tempo construindo seus muros que eles estão cada vez mais difíceis de se quebrar.
Eu tentei quebrá-los com um pequeno martelo que eu pensava ser mágico, mas ela não quis me ajudar - não quis minha ajuda. Seus muros são muito grandes e grossos, e eu sou pequena demais para conseguir quebrá-los sozinha.
Eu queria poder tirá-la de seu castelo feudal, e que ela pegasse minha mão, para passearmos pelas pontes que eu construí. Para eu poder mostrar a ela os lugares maravilhosos que conheci através dessas pontes.
Mas para isso seria preciso que ela quisesse. E ela não quer. Já tentei convencê-la de forma sutil. Mas ela tem medo. Medo do mundo, do que há lá fora - fora de seus muros. Medo do desconhecido.
Por isso, então, ela prefere continuar vivendo em sua prisão. A prisão que ela construiu para si.
Sem mais o que fazer, eu dou meia-volta e avanço sozinha pelas minhas pontes, encontrando novas companhias pelo caminho.
Minhas pontes vão cada vez mais para longe dela.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tempo


Ela é jovem, mas não se engane. Seus olhos sãos profundos e cansados. Seu rosto está marcado pela dor e preocupação. Sua alma está machucada. E só o tempo parece poder curar sua dor - tempo esse que demora a passar, a chegar. Tempo e distância, é o que ela precisa. Tempo e distância para poder, enfim, mergulhar livre e completamente dentro de si mesma. Ela não dispõe disso agora e sente-se tão cansada e fraca. Ela procura com todas as forças que tem conservar seu desejo, sua ânsia de viver. Ela quer deixar de existir e finalmente começar a viver.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ela Será Amada

She Will Be Loved, do Maroon 5 - uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos senão a.
Composição: Adam Levine e James Valentine



Linda rainha de apenas dezoito anos ela
tinha alguns problemas com ela mesma

Ele sempre estava lá para ajudá-la
ela sempre pertenceu a outra pessoa

Eu dirigi por milhas e milhas
E acabei em frente a sua porta
Eu tive você por tantas vezes,
mas de algum jeito, eu quero mais

(Refrão)
Eu não me importo de passar todos os dias
Do lado de fora, na esquina da sua casa, com a chuva caindo
Procuro a garota do sorriso partido
Pergunto a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada...

Dê um toque na minha janela, bata na minha porta
Eu quero fazer você se sentir bonita
Eu sei que às vezes sou meio inseguro
Não importa mais

Nem sempre são arco-íris e borboletas
É o compromisso que nos move juntamente
Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta
Você pode vir qualquer hora que você quiser
(Refrão)
Eu não me importo de passar todos os dias
Do lado de fora, na esquina da sua casa, na chuva caindo
Procuro a garota do sorriso partido
Pergunto a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada

Eu sei onde você se esconde
Sozinha no seu carro
Sei todas as coisas que fazem você ser quem é
Eu sei que adeus não significa nada
Volte e me peça pra que a segure toda vez que ela cair
Dê um toque na minha janela, bata na minha porta
Eu quero fazer você se sentir linda

(Refrão)
Eu não me importo de passar todos os dias
Do lado de fora, na esquina da sua casa, na chuva caindo
Procuro a garota do sorriso partido
Pergunto a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada

Por favor, não se esforce tanto pra dizer adeus

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Birds


"Right birds can fly so high and they can shit on your head,
Yeah they can almost fly into your eye and make you feel well scared.
But when you look at them, and you see that they're beautiful,
That's how I feel about you.
Yeah thats how I feel about you."

Birds - Kate Nash

Veja a letra e a tradução em: http://letras.terra.com.br/kate-nash/1021191/

terça-feira, 25 de maio de 2010

ELA

Ela sai do meu corpo de vários sentidos.
por ser diferente, pronuncia-se estranhamente confusa.
Me prende de certa forma que não consigo libertar-me
Um pouco de insegurança sobre a face.
Sensual ;*

Me deixa Apaixonada
(Como se, andasse sobre as nuvens)

Me deixa com vontade
(Meus pensamentos são teus)

Me deixa liberta
(Preciso senti-la)

Natiélly Meinerz

domingo, 23 de maio de 2010

"Eu tenho menos de seis horas para dormir." pensei. "E dessa vez não vai ter uma voz suave me dizendo 'volte a dormir'. Ao invés disso vai haver uma voz gritando 'Uh-huu, vamos pro Hopi-Hari' e outra dizendo 'p****! Eu quero dormir.'"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu acordei. Ou, pelo menos, eu deveria. Mas o som da chuva me fez voltar instantaneamente para meu sono, feliz e culpada. Eu estava exausta demais para me obrigar a levantar. O som da chuva era como a doce voz de uma boa mulher me dizendo "Volte. Não se preocupe. Durma tranquila..."

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Espelho

Olhos negros me encontram.
Gentis, me chamam.
Seus movimentos são suaves,
me atraem, me cativam.
Fazem de mim um espelho,
recebendo e propondo.
Juntos, criamos.
Sem me tocar, me toca.
Me embala numa doce canção de ninar.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ela me odeia. No fundo, ela me odeia. Ela não sabe, mas odeia.
Eu não queira entrar na vida dela. Eu não queira estar nela. Eu não queria estragá-la. Eu não queria mudar nada.
Sua voz é como facas que saem de sua boca diretamente para mim. Uso meu escudo e então ela se diz vítima. Não, ela não é culpada. É claro que não. É a vida.
A verdade é que ela tem raiva. Raiva de si mesma por ser fraca. E me culpa por não ser igual a ela. Não posso dizer que sinto muito. Eu sinto. Mas não por não ser igual. Justamente pelo contrário. Não sou igual. E tenho um desejo incontrolável de não ser nunca, jamais, igual a tal pessoa.
Por que, ao invés de facas, não saem rosas de sua boca?
Devo dizer que fico feliz, muito feliz quando estou com tanta raiva que as palavras começam a fluir na minha cabeça de forma... "poética" pode-se dizer.
Não sou louca. Não fico feliz por estar com raiva - eu fico com raiva. Acontece que eu fico realmente feliz quando consigo escrever alguma coisa que eu acho que vale a pena.
Um dia o Victor me seguiu até o meu quarto engatinhando, se apoiou eu mim para levantar e segurou a porta aberta do guarda-roupa (que é daquelas que deslizam). Ele entrou no meu gurda-roupa e ficou lá, de pé. Foi engraçado. Aí eu peguei ele no colo e levei de volta pra sala. Ele voltou e sentou dentro do guarda-roupa.
À noite eu disse isso ao meu pai. Ele riu e falou "eu vou fechar você no guarda-roupa", eu falei "pai, não faz isso". Mas ele pegou Victor e o levou até meu guarda-roupa, colocou-o quase sentado em minhas roupas. O Victor ficou batendo na lateral do guarda-roupa, meu pai fechou a porta. Nós observamos em silêncio, eu pensei "será que ele vai ficar com medo do escuro, se machucar lá dentro...?" - e o Victor continuava a bater na lateral do guarda-roupa. Fora isso, silêncio. Meu pai abriu a porta, o Victor olhou para nós; e continuou batendo na lateral do guarda-roupa...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As crianças não costumam entender o significado da palavra "não". E existe uma explicação científica para isso, que eu não vou explicar porque eu não sei os detalhes (eu vi no Fantático). O Victor (meu irmão), que tem apenas um ano, também não entende, mas ele entende "volta".
Ele estava no sofá com meu pai e estava indo para o lado oposto. Meu disse volta e ele virou-se para meu pai e começou um pequeno choro. Meu pai disse "Ó, menino obediente. Obedece resmungando, mas obedece". Ele estava indo para a beirada da cama, eu falei "volta", e ele fez a mesma coisa.

domingo, 16 de maio de 2010

Quando eu fazia dança na escola, de 1ª a 4ª série (ainda era série), eu tinha o sonho de dançar com o guarda-chuva. Em casa eu pegava o guarda-chuva grande do meu pai, abria-o lá em cima, com a ponta dos pés, e então soltava...
Ainda tenho vontade de dançar com o guarda-chuva.

Invisível

A alma é invisível,
um anjo é invisível,
o vento é invisível,
o pensamento é invisível,
e, no entanto,
com delicadeza,
se pode enxergar a alma,
se pode adivinhar um anjo,
se pode sentir o vento,
se pode mudar o mundo,
com alguns pensamentos.

Roseanna Murray
Livro: Manual da Delicadeza

terça-feira, 11 de maio de 2010

Perfeição

Perfeição
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos, covardes, estupradores, e ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é Perfeição!...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

La Vie en Rose???

França, Brasil. Presença, ausência. Memórias e raízes.
Perdas e conquistas. Distâncias. Quem sou eu e se sim, quantos?
E como ir para frente sem perder o rumo?
Poder começar tudo de novo?
Não somos o que deveríamos ser,
não somos o que desejamos ser, não somos o que iríamos ser,
mas ainda bem que somos o que éramos.

Michael Bugdahn

Isto é um poema

Um poema
é quado a gente sente o céu na boca,
é quente como um pão
que se come e nunca termina.

Um poema
é quando a gente escuta
bater o coração das pedras,
quando as palavras batem asas,
é uma canção na prisão.

Um poema
são palavras de ponta-cabeça
e, opa!, o mundo fica novo.

Livro: Isto é um poema
Autor: Jean-Pierre Siméon

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Isso Não Cai No Vestibular

-Eu não tô mais nem aí pra PTC*. Tem matérias mais importantes. PTC não cai no Vestibular.
...
-Eu não vim na reposição de Biologia no sábado porque eu tenho Teatro no mesmo horário.
-Teatro não cai no Vestibular. (quem perguntou?)
-Dane-se. É mais importante pra mim, pra minha vida.
Até parece que 2 aulas de Biologia vão fazer diferença no Vestibular. Ainda mais quando se está no início do 2° ano, ainda.

*PTC= Projeto Técnico Científico. (matéria de 2° ano de escola técnica)

domingo, 2 de maio de 2010

I wish

Tenho ouvido Kate Nash e Katy Perry essa semana.
Essa música é da Kate Nash (e não se chama I wish, como eu coloquei no título da postagem, mas Nicest Thing).
A letra é linda e a melodia é encantadora. Uma parte:

Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep

Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse o resto de suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Veja a letra e a tradução completa em: http://letras.terra.com.br/kate-nash/988784/traducao.html

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Hoje meu irmão faz 1 anoooo!

Feliz Aniversário Victor Hugo!!!

Essa é uma das minhas preferidas - das antigas.


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Intolerância II

Primeiro, a parte ruim: pessoas inconvenientes, para dizer o mínimo, que não respeitam o atores que trabalharam duro para fazer o espetáculo, e as pessoas que realmente queriam assistir. (que eu já escrevi).
Agora, a parte boa:
Eu não estava com dor de cabeça enquanto assistia à peça. Ela só voltou quando eu fui embora.
Tocou a música Du Hast, de uma banda alemã chamada Ramsteinn. E eu fiquei supercuriosa para saber de quem foi a ideia, porque não é uma banda muito conhecida por aqui. Então, no final da peça eu pensei "Tem que ter bate-papo. Se não tiver eu vou ter que pedir."
E, para minha sorte, depois que os atores agradeceram, um deles explicou que haveria uma conversa elenco-plateia dali há 5 minutos, para nós bebermos água, e eles poderem tirar a maquiagem, etc.
Um ator chegou primeiro e começou a falar sobre a história da peça, o porquê da escolha do tema, o processo de composição, etc. E aí ele perguntou pra gente o que a gente entendeu da peça. Uma mulher falou: "Fala sobre a violência no trânsito". Tá, isso é bem óbvio. Então eu completei dizendo "não só a violência no trânsito, mas na escola, no trabalho..."
Eu estava com vontade de falar, às vezes eu fico com vergonha. Outras, a peça é muito boa e eu quero falar, mas não sei o quê. Já aconteceu de eu gostar mais do bate-papo do que da própria peça -  só não me pergunte agora qual foi. É muito boa essa interação público-elenco, esclarece vários pontos.
Enfim, eu participei do bate-papo. E à medida que as pessoas iam falando eu lembrava de outras coisas e queria comentar.
Então eu lembrei da crônica Questão de Classe, da Lucia Sauerbronn (hm, nome alemão também). Em que ela diz que xingou um cara que a fechou no trânsito - o xingamento fazia parte de uma espécie de tratamento - e que ao invés de alívio sentiu vergonha. Foi então consultar o dicionário para garantir seu "direito de chutar o balde". E na vez seguinte respondeu com um "Filho espúrio de mulher devassa! Seu dejeto fecal! Vá para o regaço daquela senhora de passado duvidoso que o expeliu do útero!". E que o melhor era ver a cara de espanto do mal educado pensando o que, afinal de contas, ela quis dizer com tudo aquilo. - Eu contei isso para os atores e o público presente na conversa.
O melhor foi o final:
Quando a conversa acabou, eu saí pela porta lateral, para beber água, e uma das atrizes estava saindo também. Ela olhou para mim sorrindo, e eu retribuí. Ela não me disse nada, mas quem faz Teatro sabe o que é falar com o olhar. E o que ela disse foi "Obrigada por vir. Você é o tipo de público que eu esperava." (participativa, que dá sua opinião)
Quando eu voltei um dos atores pegou minha mão e disse "Adorei o texto do regaço - decorou bem, hã." "É, eu li muito". Os outros dois atores ainda estavam no palco e eu os cumprimentei e os parabenizei.
Gostaria de saber o nome deles. Afinal, eles me deram trabalho ;-)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Intolerância

Ontem fui assistir uma peça chamada Intolerância, da Companhia do Escândalo.
A peça conta o drama de um motorista que atropela acidentalmente um motoqueiro, e acaba atirando e matando-o. Quatro atores, dois homens e duas mulheres, interpretam, juntos, o motorista. E vão então se revezando para interpretar outros personagens e lembranças, como o motoqueiro, que aparece a toda hora.

Eu estava morrendo de dor de cabeça quando cheguei ao Centro Cultural, que estava cheio - o que é bom e ruim. Ruim principalmente porque tem sempre aquela pessoa inconveniente que não conhece e não respeita o teatro e está lá sabe-se lá por quê. Mais do que um, no caso.
Não demorou para algumas pessoas começarem a rir e FALAR durante o espetáculo. E gente falando 'sshhhh', que não adiantava muito.
No meio do espetáculo eu já estava com vontade de mandar calarem a boca, mas como eu sou uma pessoa tolerante... Alguém mais corajosa do que eu falou "Faz silêncio aí!" enquanto eu só colocava a mão na cabeça e xingava baixinho quando algum idiota fazia uma "piada" fora de hora.
Uma cena de beijo e um... vamos dizer, retardado, fica se oferendo para tomar lugar no beijo. Os atores se abraçando e o mesmo, ou não, retardado, fica gritando lá do fundo "Tá faltando eu aí!"
Sem contar o cara do meu lado que ria demais para o meu gosto e ficava olhando pra mim, esperando que eu tivesse a mesma reação que ele.
Sério, foi tenso.

E se alguém quiser saber se a peça foi boa, não pergunte. Se não fosse boa eu não escreveria sobre ela.
E se eu quisesse falar apenas dos inconvenientes do público eu nem diria o nome da peça. Acontece nas melhores peças.
Tem que ser mais do que boa para tirar o meu sono. Eu deveria estar dormindo ao invés de escrevendo.

P.s.: Eu estava morrendo de dor de cabeça e já tinha me deitado. Então comecei a pensar na peça. E os pensamentos estavam organizados em uma espécie de roteiro. E eu pensei "Ah, droga! Vou ter que escrever." - na verdade eu gosto quando isso acontece, o ruim é que eu tenho que dormir e não consigo. Eu não podia me recusar, pois sabia que me arrependeria. Fui dormir quase 2 da manhã. Fazia movimentos circulares com a ponta dos dedos, pressionando as laterais do meu crânio.
Os melhores textos e pensamentos só vêm quando eu realmente tenho que dormir. Será que eu não poderia pensar em um horário mais apropriado?
Na peça, certamente não. O pensamento está bem mais fresco quando eu acabo de assistir.
E, como eu disse, tem que ser mais do que boa para tirar o meu sono e me fazer escrever assim.
Embora eu às vezes pense demais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Frases Aleatórias

Músicas que andei ouvindo essa semana:

"I don't wanna be the girl who laughs the laudest.
The girl who never wants to be alone."(Pink, Sober)

"I´m not the kind of girl who gives up just like that. Oh, no!"

I wake up in the morning
Put on my face
The one that's gonna get me
Through another day
Doesn't really matter
How I feel inside

'Cause life is like a game sometimes (Avril Lavigne, Naked)
 
Say whatever you have to say,
I'll stand by you.
...
Be whoever you have to be, I won't judge you. (The Kooks, Sway)

Ironia

-Eu não estou entendendo se você está sendo irônica ou não - eu disse, pois ela havia dito quase com sinceridade.
Mas respondeu:
-É claro que estou. Eu estou tentando me enganar.

Palco

Eu quero ver o brilho nos olhos das pessoas. E quero que elas sintam sua alma dar um... oh - pulo, dentro de seu próprio corpo. Quero que elas vejam a verdade: o horror e a beleza de sua própia vida. A realidade e a fantasia...

Eu sinto falta da coxia.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

La Vie En Rose???

Espetáculo da Companhia de Danças de Diadema
no qual estão presentes meus professores Zezinho e Juliana, e minha ex-professora Thaís.
♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥lindo♥♥♥



veja o vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=zDjYxYXBqGc&feature=player_embedded
site da Companhia: http://www.ciadedancas.apbd.org.br/

"Are we human, or are we dancers?"

sábado, 17 de abril de 2010

O Lutador Judeu, o Ladrão de Céus

Mais um personagem especial de A Menina Que Roubava Livros


*UMA IDÉIA BONITA*
Uma roubava livros.
O outro roubava o céu.

"Quando um judeu aparece no seu local dse residência nas primeiras horas da madrugada, bem napátri da nazismo, é provável que você experimente níveis extremos de incômodo. Angústia, incredulidade, paranóia. Cada uma desempenha seu papel, e cada uma leva à suspeita furtiva de que uma consequência não propriamente paradisíaca lhe está reservada no futuro. O medo reluz. Implacável, nos olhos."

"A vida se alterara da maneira mais louca possível, porém era imperativo que eles agissem como se não tivesse acontecido absolutamente nada.
Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo vinte e quatro horas por dia.
Essa era a tarefa de esconder um judeu."

*UMA TURNÊ GUIADA PELO SOFRIMENTO*

À sua esquerda, talvez à sua direita, ou até direto em frente, você encontrará um quartinho escuro.
Nele está sentado um judeu.
Ele é a escória.
Está morrendo de fome.
Sente medo.
Por favor, procure não desviar os olhos.




*A TROCA DE PESADELOS*

A menina: Diga, o que você vê quando sonha assim?
O judeu: ...Eu me vejo virando as costas e dando adeus.
A menina: Também tenho pesadelos.
O judeu: O que você vê?
A menina: Um trem, e meu irmão morto.
O judeu: Seu irmão?
A menina: Ele morreu quando eu me mudei para cá, no caminho.


*AS SAUDAÇÕES NATALINAS DE MAX VANDENBURG*

-Muitas vezes, Liesel, eu gostaria que isso tudo acabasse, mas aí, de algum modo, você faz uma coisa como descer ao porão carregando um boneco de neve.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Mulher do Prefeito

Uma personagem especial de A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

"A cada minuto, a cada hora, havia uma preocupação, ou, para ser mais exata, uma paranóia. A atividade criminosa faz isso com as pessoas, especialmente com uma criança. Elas imaginam um sortimento prolífico de maneiras de serem flagradas. Eis alguns exemplos: gente pulando de becos. Professores que, de repente, descobrem todos os pecados que você já cometeu. A polícia parada na porta, toda vez que uma página é virada ou que se ouve um portão bater ao longe."

"Talvez a mulher do prefeito não a tivesse visto roubar o livro, afinal. Estava escurecendo. Talvez tivesse sido uma daquelas ocasiões em que a pessoa parece olhando diretamente para a gente, quando, na verdade, está feliz da vida prestando atenção em outra coisa, ou só devaneando. Qualquer que fosse a resposta, Liesel não tentou nenhuma análise adicional. Tinha-se safado, e isso era o bastante."


*UMA COISINHA PARA BAIXAR A EUFORIA*

Ela não se safara de coisa alguma.
A mulher do prefeito a vira, sim.
Só estava esperando o momento certo.

"A mulher do prefeito era apenas uma numa brigada mundial. Você já a viu antes, tenho certeza. Em suas histórias, seus poemas, nos filmes a que gosta de assistir. Elas estão por toda parte, então, por que não aqui? Por que não numa bela colina de uma cidadezinha Alemã? É um lugar tão bom quanto qualquer outro para sofrer.
A questão é que Ilsa Hermann tinha resolvido fazer do sofrimento sua vitória. Quando a dor se recusou a largá-la, a mulher sucumbiu a ela. Abraçou-a."

"Vez ou outra, Liesel se perguntava se deveria simplesmente deixar a mulher em paz, mas Ilsa Hermann era muito interessante e a atração dos livros era forte demais..."

terça-feira, 13 de abril de 2010

As memórias do livro

Mais uma história incrível que eu tenho em mãos.(ops, mais de uma história)
Histórias interligadas, girando ao redor de um único livro. Personagens arriscando suas vidas para salvar um raro e lendário manuscrito judeu da fogueira, ou de coisa pior... como as mãos de um nazista.
Sobrevivendo a séculos de anti-semitismo na Europa e à censura da própria cultura judaica.



Para desvendar os mistérios da Hagadá de Sarajevo, Hanna Heath, uma australiana conservadora de manuscritos antigos é convidada para analisar o manuscrito.
Enquanto examina as páginas do pequeno volume, Hanna encontra minúsculas pistas da história do livro e os lugares por onde ele passou. Pistas como um pequeno fragmento de asa de inseto, manchas de vinho, ou até mesmo alguns poucos cristais de sal.
Cada uma dessas pequenas pistas nos dá uma história. Uma mais incrível que a outra. Cada uma delas, maravilhosa por si só, já daria um livro. Mas temos todas elas em um só - uma dádiva.

Passagens do livro:

 "Como estudioso, ele tinha uma reverência inata por livros. Precisou, contudo, subjugá-la, quando sua missão passou a ser a de destruí-los."

"-Dom Vistorini, eu lhe imploro. Por qualquer ato de bondade que eu lhe tenha demonstrado no passado, pelos muitos anos que nos conhecemos. Por favor, poupe este livro. Eu sei que você é um homem culto, um homem que respeita a beleza. Você vê como o livro é belo...
-Maior motivo ainda para queimá-lo. Essa beleza poderá, um dia, seduzir algum cristão incauto a ver com bons olhos a sua repreensível fé judaica."*


"Ela não tinha arma, exceto a granada que os partidários eram obrigados a carregar no cinto.
-Se você estiver prestes a ser capturada, use-a para se matar e matar o maior número de inimigos que puder - Branko tinha dito. - Sob hipótese alguma, se deixe ser levada viva. Use a granada, e assim não será forçada por meio de tortura a nos trair."

"Vocês se convencem de que podem tapear a morte, e se sentem absolutamente ofendidos quando descobrem que não podem. Vocês ficam sentados em seus apartamentos confortáveis e assistem à guerra, e nos vêem sangrando, pela televisão. E pensam: "Que horror!", e depois se levantam e tomam outra xícara de café expresso."

"A princípio, quando cheguei aqui, sentia vergonha de minha escravidão nas mãos de um judeu. Mas agora minha única vergonha é a escravidão. E foi o próprio judeu que me ensinou a sentir tal coisa."

"Eu queria dizer "não dessa forma". Queria dizer: "dê-me mais alguns dias, mais algumas noites com você". Mas ela já tinha me dado as costas, e eu conhecia a força de sua vontade. Ela não voltaria atrás."

"Casei-me com ele. Não me pergunte por quê. Eu era uma garota tola. Mas, quando você não tem mais ninguém, ninguém que se lembra de você, qualquer pessoa com quem você partilhou uma experiência se torna alguém especial."

"Com minha mãe, a qualidade do vinho é um indício da gravidade da conversa.
Aquela, eu sabia, seria megagrave.
Ela já tinha me dito, na cama do hospital em Boston, que queria que eu mantivesse em segredo minha paternidade. Achei que estava louca. Quem se importaria com a pessoa com quem ela tinha ido para a cama tantos anos atrás? Mas ela me pediu para eu considerar sua posição, e eu considerei."


*eu fiquei com tanto ódio desse padre que fiquei inspirada para escrever um texto, Fé vs. Religião (post. 23/fevereiro).
Maldito padre bebedor de vinho!


segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Jogo do Anjo

Livro do espanhol Carlos Ruiz Zafón, O Jogo do Anjo é uma intrigante história passada na Barcelona da década de 20. Com cenários familiares da literatura de Záfon, como a livraria Sempere e Filhos e o misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, este é um livro no qual está presente o amor pelos livros, a paixão e a amizade, adicionados a outros ingredientes para dar sabor à história, como: fé, filosofia, religião, mistério, perseguição, assassinato, suicídio, perda, abandono, companheirismo, traição, entrega, coragem, covardia, afeto, alegria, loucura... entre outros. É um livro completo em todos os sentidos.



Os melhores trechos:

"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."

"Não sabia se havíamos criado Deus à nossa imagem e semelhança ou se Ele nos tinha criado sem saber muito bem o que fazia."

"O Sr. Sempere acreditava que Deus vivia um pouco, ou muito, nos livros. E por isso dedicou sua vida a partilhá-los, a protegê-los, e a garantir que suas páginas, assim como nossas lembranças e nossos desejos, não se perdessem jamais. Pois acreditava, e me fez acreditar também, que enquanto houver uma só pessoa no mundo capaz de lê-los e vivê-los, haverá um pedacinho de deus ou de vida."

" A fé é uma resposta instintiva a certos aspectos da existência que não podemos explicar de outra forma, seja isso o vazio moral que percebemos no universo, a certeza da morte, o mistério da origem das coisas ou o sentido de nossa própria vida, ou ainda a completa ausência dele."

"- Sabe o que é bom nos corações partidos?(...) É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões."

"É impossível sobreviver num estado prolongado de realidade."

"À medida que passava as páginas, tive a impressão de que tinha percorrido passo a passo o mapa de uma mente doente e alquebrada. Linha a linha, o autor daquelas páginas ia documentando sem saber seu próprio mergulho num abismo de loucura. O último terço do livro parecia ser uma tentativa de desfazer o caminho, um pedido desesperado de ajuda, vindo de dentro da prisão da insanidade, para tentar escapar do labirinto de túneis abertos por sua própria mente. O texto morria no meio de uma frase de súplica, numa interrupção brusca, sem explicação alguma."

"A única maneira de conhecer realmente um escritor é através do rastro de tinta que ele vai deixando: a pessoa que a gente pensa que vê nada mais é que um personagem oco, e a verdade se esconde sempre na ficção."

"Dizia que se fôssemos capazes de ver a realidade do mundo e de nós mesmos, sem rodeios, por um só dia, do amanhecer ao entardecer, daríamos cabo da própria vida ou perderíamos a razão."

"Meu primeiro impulso foi queimar tudo, mas não tive coragem. Sempre senti, a vida inteira, que as páginas que ia deixando à minha passagem eram parte de mim. As pessoas normais trazem filhos ao mundo, os romancistas trazemos livros."