terça-feira, 29 de junho de 2010

Por que lemos?

  • Porque na vida real, não temos condições de "conhecer" tantas pessoas, com tanta itimidade;
  • Porque precisamos nos conhecer melhor;
  • Porque necessitamos de conhecimento, não apenas de terceiros e de nós mesmos, mas das coisas da vida;
  • Mas, o motivo mai marcante, mais autêntico, que nos leva a ler, com seriedade é a busc de um sofrido prazer, que se articula a uma plausível definição do Sublime; a busca empreendida por um leitor encerra prazer ainda maior.
Leia plenamente, não para acreditar, nem para concordar, tampouco para refutar, mas para buscar empatia com a natureza que escreve e lê.

Curso: "Os Sentidos da Leitura"
Coordenadoras: Eliana e Lucineide
Eu odeio gente grossa que fala "Odeio gente grossa". Se olha no espelho antes de falar que odeia gente como você. Você se odeia? Então se mata! Ah, que inferno!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Gosto de músicas longas - Faroeste Caboclo (Legião Urbana), Jesus of Suborbia (Green Day), Science and Religion (Hans Zimmer) - uma nacional, uma internacional, e uma instrumental, hehe.

Gosto de música que parece que vai acabar. Cold Desert, do Kings of Leon é muito, muito linda. E, quando "acaba" a primeira vez, ele volta cantando baixinho e o som vai aumentando. Uma vez eu ouvi essa parte no último volume (no fone) para perceber o quanto aumenta - quase fiquei surda.
Outro dia eu estava distraída ouvindo um CD que meu professor de dança me emprestou, e tinha uma música muito bonita com piano, e parecia que acabava e voltava de novo... depois eu percebi que o CD tava ralado... Mas tem a mesma música em outro CD e, realmente, tem umas 4 pausas e vai ficando cada vez melhor...

Música cujo título é apenas um número: 505 (Arctic Monkeys), 503 (Hans Zimmer), 17 (Kings of Leon), 22 (Lily Allen), 1997 (Hateen), 1973 (James Blunt), 1 2 3 4 (Feist).

Ou um nome: Raphael (Carla Bruni) Fátima, Natasha (Capital Inicial), Renata (Tihuanna), Christine (Ben Jelen).
Ou um pouco mais que um nome: Eduardo e Mônica (Legião Urbana), Mariana foi pro mar (Ira!), La Valse d'Amelie (Yann Tiersen)

Músicas com nome grande, como Lying is the most fun a girl can have without taking her clothes off, uma das minhas músicas preferidas do Panic At The Disco.

Ou apenas uma palavra como título, mas aí são inúmeras. Ódio, Lama e Imperecível são músicas da mesma banda (Luxúria), e eu gosto das três.

Músicas "fofas" que têm palavrão também são interessantes. Como Fuck You, da Lily Allen, que é bem alegrinha. Quem não sabe o que é e vê o clipe vai achar que ela tá cantando uma coisa bem bonitinha, quando, na verdade, ela tá mandado o cara se #@%&*!
Oops, desculpe se decepcionei alguém... creio que não.
Agora o que acontece comigo eu penso como seria escrito, para postar aqui. Bom, nem sempre dá certo...
Às vezes eu sorrio sozinha andando na rua, lendo alguma coisa ou lembrando de algo, e penso se as pessoas me acham louca. Mas, que eu saiba, ninguém vê. Ainda bem.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"Não pensem que o inferno é ruim. Vivemos nossos infernos diariamente na Terra... É do inferno das paixões, da ambição, da busca e do medo que surge alguém para apontar o caminho para o céu."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eu estou olhando para o único lado de onde deveriam vir carros. Não vem nenhum e eu estou quase atravessando. Vem um motoqueiro entregador de pizza na contramão, saindo da pizzaria atrás de mim e, ao invés de parar ou buzinar, ele acelera para eu ouvir o ronco do motor. Estúpido.
Depois, eu estou atravessando na faixa de pedestres e vem uma perua escolar quando eu estou quase do outro lado. Pode atropelar, eu não vou correr.
Seguindo pela avenida, parece que eu sou tão invisível quanto a faixa apagada no chão. Não vem nenhum carro e a motorista entra na avenida.

Ontem, o farol estava fechado para os motoristas (pobreza: não tem farol para pedestres), e uma herdeira de meretriz parou o carro exatamente em cima da faixa. Helloooo, essa faixa é para PEDESTRES. Onde foi que tirou sua carteira? Depois que eu atravesso na frente dela a idiota percebe o que fez e dá a ré. Agora não precisa mais.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Às vezes eu gostaria de poder desligar o meu cérebro!

Escriborragia

Estou doente. Estou sofrendo de Escriborragia*.
São outras dores, outras doenças que deixam meu sistema imunológico frágil ao vírus da Escriborragia.
Há males que vêm para o bem. A "Escriboragia" é o resultado positivo de uma equação quase toda negativa.
Como? Não me pergunte. Isso não é sobre matemática.

*palavras que sangram e escorrem pela boca, pelos olhos, pelos poros… pela alma. - Tânia Liberato

...

Por que eu gosto tanto de reticências?
Fica bonito três pontinhos no final da frase. Dá ideia de continuidade. Mas às vezes dá ideia de vazio, de que não há mais nada...
onde deveria/poderia haver alguma coisa, uma explicação talvez.
Ou não.(..)
Tudo ao meu redor está caindo aos pedaços, desmoronando. Eu não quero me despedaçar...
A pior dor é a de não sentir dor.

Uma dor leva a outra.

Não entendeu? Não precisa. Só sei que foi horrível. E pior: idiota. E a culpa é minha. Eu sou estúpida e irresponsável. Chorando de dor, de frustração e de raiva.

E no meio disso tudo meu irmão é tão lindo, tão fofo, tão cheiroso... me acalma. Pena que eu peço um cheiro e ele me dá um tapa...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pode agradecer

Jay Vaquer
Composição: Jay Vaquer


Sufoquei, não deixei você sair sem mim
Vigiei só para garantir,
Infernizei, controlei cada segundo
Liguei só pra verificar

Te cerquei, coloquei escuta, grampeei o telefone
Afastei amigos
Ameacei violência apaguei o seu passado
Odiei não estar lá

(Refrão):
Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer

Quebrei presentes sabe-se lá de quem
Rasguei fotos sei muito bem de quem
Queimei cartas que não escrevi, não
Não deixei, proibi, não permiti
Roupas, gestos, sorrisos que não consenti
Evitei que seu brilho ofuscasse o meu
(Refrão)

Chantageei e até chorei
Pena e medo sempre boas coleiras
Enrolei, explorei e até chifrei
Pequenas besteiras...

Te marquei feito um gado, fui seu dono
E tranquei, castiguei, vampirizei
Fiquei puto por não conseguir controlar o seu pensamento

(Refrão)

Eu amo essa música.
Simplesmente amo o jeito como o cantor retrata este... ser. E ainda em 1ª pessoa - dá medo. E o som dessa música é muito bom.
Tem clipe, mas eu prefiro não colocar porque... é meio tenso. Eu só tinha 10 anos quando via o clipe na MTV. Eu gostava da música mas não gostava do clipe...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A função principal da arte não é, comumente se imagina, expor ideias, difundir concepções ou servir de exemplo. Mas o objetivo da arte é preparar uma pessoa para a morte, arar e cultivar sua alma, tornando-a capaz de voltar-se para o bem.
Tarkovski

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Troca de palavras inútil

- O objetivo da arte é provocar emoções.
- Vem pra cá com suas... palavras.
- Eu tenho orgulho das minhas palavras.
- Eu tenho orgulho é das minhas ações!
Ai, que vontade de rir. Ações? Que ações? Não faz nada que preste.
- E das minhas palavras também.
Palavras! Em sua grande maioria grosseiras e/ou estúpidas.
Melhor não falar nada, se não vai dá merda. A pessoa não entende uma vírgula do que eu digo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"O olhar dança."

Zezinho, ontem na aula de Dança Contemporânea.
Se deixar a Dança, sinto falta do meu corpo. Se deixar o Teatro, sinto falta da minha alma. Embora ambos eu faça com corpo e alma.

Karol Rocha

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Porre

pode trocar a última letra, se quiser


O orkut tá um porre.
O inglês tá um porre. Não estou aprendendo nada que eu já não saiba. Absolutely nothing.
Eu tive uma única professora de inglês durante 8 anos. Uma ótima professora. Ela sabia ser séria e divertida. E engraçada até quando estava séria. A prova dela tinha geralmente 2 ou 3 páginas e era tudo que a gente tinha visto durante o bimestre. E a nota era justa. Eu tirava 9,7; 9,8. E não perdia ponto por esquecer o ponto final - eu já sou crítica o suficiente quanto à pontuação, há tempos.
Tirei 10 no boletim mais de uma vez. E um dia ela estava falando para nós as médias. Eu fiquei com 7 ou 7,5. Ela olhou para mim e falou: "Eu nunca pensei que eu fosse te dar uma nota dessas." Eu fiquei sem graça. Tirei essa nota porque não entreguei lição. Pra qualquer pessoa essa poderia ser uma boa nota. Mas não em inglês, não para mim. Ela me conhece bem.

E agora que eu mudei de escola, em menos de 1,5 ano eu já tive 4 professores. Não 1, não 2, mas 4. E, me desculpe, mas nenhum é tão bom quanto ela.
Quem, diabos, avalia um aluno com uma simples e ridícula lista de exercícios?
Nós passamos 2 aulas inteiras fazendo merda nenhuma, ou seja, 1 ou 2 páginas do livro. O livro ainda tem 2 CDs que nós não usamos. Por que, diabos, compramos o livro então? Ah, claro, porque a professora anterior achou necessário. E quando nós compramos ela saiu da escola. And we fuck!
Eu nem trouxe o livro hoje. Por quê? Eu esqueci. Afinal, nós quase não usamos mesmo. Só faz pesar minha mochila, e eu to com dor nas costas. Dor nas costas é um porre. Dói os ombros também. Que também é um porre.

A frase preferida da professora é "Let's finish the conversation".
Hoje nós temos duas aulas para fazer, o quê? O que nós já fizemos! Que incrível!
A gente já fez os exercícios no livro, ela já corrigiu e agora ela quer que a gente copie as questões, não as respostas, mas as questóes inteiras numa folha à parte para entregar. Ah, go to shit. É muita folga. "Pra que que eu comprei o livro se tem que copiar tudo no caderno?" minha amiga disse.
Duas aulas para isso, ou seja, nada. Ela passou mais dois exercícios na lousa. Mas, tá, grande merda.
Minha amiga tá tirando dúvidas comigo e tem algumas coisas que não fazem sentido. Eu não tô fazendo, claro, porque estou escrevendo isso aqui.
E fuck it.

Essa escola tá um porre.
Matemática também tá um porre. A professora é legal, mas, afe...
Um dia ela disse "A matemática é linda..." Eu tive vontade de rir, e pensei nas coisas que eu acho lindas - bem diferentes de matemática!
Pra que diabos eu vou usar pi, rad, alfa, beta, além de passar no Vestibular?
Não adianta responder - eu não vou usar.
E ômega, afe, eu só sei que tem no peixe...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Que beijinho doce...

Ontem eu falei para a Fran "Ontem eu fiz um beijinho. Ficou muito bom. Foi o meu primeiro." (antes eu só fazia brigadeiro).
Ela sorriu pra mim e falou "Adorei isso..." e repetiu minhas palavras, levando para o outro lado.
Muito gostoso o meu beijinho. (entenda como quiser, rsrs)
;-p

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu estava assistindo a Dança dos Famosos com meu pai (detalhe: ele não gosta) e, quando apareceu "Aberta votação para Fulano de Tal (famoso) e Cicrana (dançarina)" eu perguntei "Por que colocam o nome do artista inteiro e o da dançarina só o primeiro nome?".
Meu pai respondeu "Porque o artista é mais importante"
Eu falei "Claro que não, a dançarina é mais importante!"
Meu pai: "Êê, essa menina tá toda invoada só porque tá dançando"
Eu: "lógico"
Ele: "Falou, defensora das dançarinas-sem-sobrenome"

domingo, 13 de junho de 2010

Fecho meus meus olhos porque quero escuridão
Não importa se caem lágrimas dos meus olhos ou não.
Karol Rocha

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A última dança



Maravilhoso. Belíssimo filme.
Vai além da beleza da dança, da arte. Mostra a beleza de cada um, como indivíduo. O bailarino como uma pessoa comum - na medida do possível - com sua vida, seus problemas.
Esse filme me fez ver que qualquer profissão, por mais bonita que seja, terá seus problemas, obstáculos, adversidades. E que teremos que passar por isso de alguma maneira.
Nem sempre pensando só em nós mesmos, mas dando ao grupo, e aos amigos, o devido valor.
E principalmente, me mostrou que temos que colocar nossa alma no que fazemos, e fazer com paixão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

I'm not in love
I just wanna be touched

I just want your kiss boy...

Whoops, I think I've got too close
Cause now he's telling me I'm girl that he likes most

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O pássaro azul

Hoje a aula de Inglês estava nada menos do que entediante. Eu amo Inglês, mas isso eu já vi às avessas, não estou aprendendo nada de novo. A professora deixou uma aula inteira para as pessoas estudarem para a prova na aula seguinte (depois do intervalo). Como eu não estava fazendo nada, no final da aula, quando deu a hora do intervalo, eu virei para a Juliana (blog Tô com tédio) e falei "Ju, vamos fazer uma história? Por favor, eu quero fazer alguma coisa"... E nós fizemos esta história - o que está em verde eu que escrevi. O que está em azul a Juliana escreveu.

A menina olhava pela janela. Estava observando um pássaro azul quando escutou uma voz desesperada que a chamava urgentemente vindo do corredor.
Ela olhou surpresa, saiu correndo e o que viu foi realmente assustador: sua irmã estava caída no chão com uma aranha enorme que subiu em sua perna e picou-lhe na coxa.
Ela imediatamente desmaiou, e a aranha fugiu pela janela do quarto dela. Quando acordou percebeu que o passarinho azul que vira anteriormente estava cantando tristemente pousado em seu ombro. Ela então chorou o luto por sua irmã, tendo como companhia apenas aquele passarinho de olhos tristes e profundamente humanos.
Mas de repente, olhando atentamente, ela percebeu que apesar de o canto do passarinho ser triste, seus olhos olhos não eram tão humanos assim... eram estranhos, maliciosos, chegavam a assustar... Então ela compreendeu que aquele era um ser perturbado, que já tinha visto coisas muito mais horríveis do que uma simples morte infantil.
Mas ela também estava perturbada e, num surto de cólera, resolveu afogar o pássaro num copo de água. Só que ele não se abalava com pouco. Era um sobrevivente. E resistiu até a menina cansar.
Ela, exausta, soltou o passarinho. E quando o fez, era um lindo peixe azul que estava no copo d'água.

Por Karol Rocha e Juliana Teixeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Crônicas de Vida e Morte

Chronicles Of Life And Death
Good Charlotte

Você vem pra cá com frio
Você está coberto de sangue
Eles estão todos tão felizes que você chegou
O médico corta o seu cordão
Te entrega pra sua mãe
Ela te liberta pra essa vida
E pra onde você vai?
Sem destino, sem mapa pra te guiar
Você não saberia
Que não importa todos nós terminamos do mesmo jeito

Refrão:
Essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem pra esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o melhor dia da sua vida

E dinheiro fala, nesse mundo isso é o que os idiotas dirão
mas você descobrirá, que esse mundo é só um desfile de idiotas
Antes que você vá
Você tem algumas perguntas que você quer respondidas
Mas agora você está velho, com frio, coberto de sangue
E bem de volta de onde começou

Refrão:
Essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem pra esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o pior dia da sua vida

Mas essas são as crônicas da vida e morte
E tudo que está entre isso
Essas são as histórias das nossas vidas tão ficcionais quanto elas podem parecer
Você vem para esse mundo
E vai embora dele do mesmo jeito
Hoje poderia ser o melhor dia da
Hoje poderia ser o pior dia da
Hoje poderia ser o último dia da sua vida
É a sua vida
Sua vida

sábado, 5 de junho de 2010

Pérolas da novela

Eu estava vendo Passione quinta à noite e vi umas frases ótimas:
"mas você nunca foi amante da natureza."
"Sempre é hora de uma mulher ser amante de alguma coisa."

"... hoje em dia dinheiro compra tudo."
"É... uma pena" - isso é a vilã da novela falando, rrssrsrsrs, vilãs... sempre falsas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Entre muros e pontes

Eu sei que, no fundo, ela é uma pessoa frágil e sensível demais. Mas, para se defender, ela usa de agressividade. Ela age de maneira insuportável com aqueles para quem ela deveria ser a pessoa mais amável do mundo. Mas essa é a vida dela, e não vou seguir seu exemplo.
Ela, ao invés de pontes, construiu muros ao seu redor. Passou tanto tempo construindo seus muros que eles estão cada vez mais difíceis de se quebrar.
Eu tentei quebrá-los com um pequeno martelo que eu pensava ser mágico, mas ela não quis me ajudar - não quis minha ajuda. Seus muros são muito grandes e grossos, e eu sou pequena demais para conseguir quebrá-los sozinha.
Eu queria poder tirá-la de seu castelo feudal, e que ela pegasse minha mão, para passearmos pelas pontes que eu construí. Para eu poder mostrar a ela os lugares maravilhosos que conheci através dessas pontes.
Mas para isso seria preciso que ela quisesse. E ela não quer. Já tentei convencê-la de forma sutil. Mas ela tem medo. Medo do mundo, do que há lá fora - fora de seus muros. Medo do desconhecido.
Por isso, então, ela prefere continuar vivendo em sua prisão. A prisão que ela construiu para si.
Sem mais o que fazer, eu dou meia-volta e avanço sozinha pelas minhas pontes, encontrando novas companhias pelo caminho.
Minhas pontes vão cada vez mais para longe dela.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tempo


Ela é jovem, mas não se engane. Seus olhos sãos profundos e cansados. Seu rosto está marcado pela dor e preocupação. Sua alma está machucada. E só o tempo parece poder curar sua dor - tempo esse que demora a passar, a chegar. Tempo e distância, é o que ela precisa. Tempo e distância para poder, enfim, mergulhar livre e completamente dentro de si mesma. Ela não dispõe disso agora e sente-se tão cansada e fraca. Ela procura com todas as forças que tem conservar seu desejo, sua ânsia de viver. Ela quer deixar de existir e finalmente começar a viver.