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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um dos meus escritores preferidos me respondeu no Twitter:


Markus Zusak: autor de A Menina Que Roubava Livros (original: The Book Thief) e Eu sou o mensageiro (I am the Messenger)
 

sexta-feira, 11 de março de 2011

As melhores últimas frases

(ESSE POST PODE CONTER SPOILER, pense bem antes de ler. Eu avisei.)
Vou fazer agora algo que vai totalmente contra os meus princípios literários: contar o final de um livro. Mas o que me consola é que eu não vou contar o final da história. Uma coisa é como o livro acaba – com quais palavras -, outra é contar o que acontece – eles acabam assim, tal personagem faz tal coisa ou fulano morre - isso eu não faço.
Só a terceira é que pode dar um dica.


1. “UMA ÚLTIMA NOTA DE SUA NARRADORA
Os seres humanos me assombram.”

Livro: A Menina Que Roubava Livros
Detalhe: é a Morte “em pessoa” que conta a história – eu pensava que os humanos é que tinham medo da morte.


2. Livro: Eu Sou O Mensageiro
Frase: “Eu não sou o mensageiro. Eu sou a mensagem”

(Pensando se eu devo dizer qual é a mensagem... Não, não vou dizer. Não agora. É bom deixar alguém curioso, tomara que eu consiga.)


3. “Soube então que dedicaria cada minuto que tivéssemos juntos a fazê-la feliz, a reparar o mal que lhe causei e a devolver o que não tinha sabido lhe dar. Essas páginas serão nossa memória, até que seu último suspiro se apague em meus braços e eu a acompanhe mar adentro, onde nasce a corrente, para mergulhar com ela para sempre e poder, enfim, fugir para um lugar onde nem o céu nem o inferno possam nos encontrar, jamais.”



E o bom dessa é que não acaba, a história não tem um fim, e eu imagino o vem depois.
Eu sou o mensageiro também tem muito isso, só que é mais evidente, no final. É muito claro que não vai acabar. Acho que os melhores livros são assim. Os melhores livros não tem fim.

O começo desses livros também são ótimos, mas depois eu conto, afinal, quem liga para o começo? Por que o começo vem antes do final? Aliás, eu gosto muito de histórias que começam com o final.

sábado, 17 de abril de 2010

O Lutador Judeu, o Ladrão de Céus

Mais um personagem especial de A Menina Que Roubava Livros


*UMA IDÉIA BONITA*
Uma roubava livros.
O outro roubava o céu.

"Quando um judeu aparece no seu local dse residência nas primeiras horas da madrugada, bem napátri da nazismo, é provável que você experimente níveis extremos de incômodo. Angústia, incredulidade, paranóia. Cada uma desempenha seu papel, e cada uma leva à suspeita furtiva de que uma consequência não propriamente paradisíaca lhe está reservada no futuro. O medo reluz. Implacável, nos olhos."

"A vida se alterara da maneira mais louca possível, porém era imperativo que eles agissem como se não tivesse acontecido absolutamente nada.
Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo vinte e quatro horas por dia.
Essa era a tarefa de esconder um judeu."

*UMA TURNÊ GUIADA PELO SOFRIMENTO*

À sua esquerda, talvez à sua direita, ou até direto em frente, você encontrará um quartinho escuro.
Nele está sentado um judeu.
Ele é a escória.
Está morrendo de fome.
Sente medo.
Por favor, procure não desviar os olhos.




*A TROCA DE PESADELOS*

A menina: Diga, o que você vê quando sonha assim?
O judeu: ...Eu me vejo virando as costas e dando adeus.
A menina: Também tenho pesadelos.
O judeu: O que você vê?
A menina: Um trem, e meu irmão morto.
O judeu: Seu irmão?
A menina: Ele morreu quando eu me mudei para cá, no caminho.


*AS SAUDAÇÕES NATALINAS DE MAX VANDENBURG*

-Muitas vezes, Liesel, eu gostaria que isso tudo acabasse, mas aí, de algum modo, você faz uma coisa como descer ao porão carregando um boneco de neve.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Mulher do Prefeito

Uma personagem especial de A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

"A cada minuto, a cada hora, havia uma preocupação, ou, para ser mais exata, uma paranóia. A atividade criminosa faz isso com as pessoas, especialmente com uma criança. Elas imaginam um sortimento prolífico de maneiras de serem flagradas. Eis alguns exemplos: gente pulando de becos. Professores que, de repente, descobrem todos os pecados que você já cometeu. A polícia parada na porta, toda vez que uma página é virada ou que se ouve um portão bater ao longe."

"Talvez a mulher do prefeito não a tivesse visto roubar o livro, afinal. Estava escurecendo. Talvez tivesse sido uma daquelas ocasiões em que a pessoa parece olhando diretamente para a gente, quando, na verdade, está feliz da vida prestando atenção em outra coisa, ou só devaneando. Qualquer que fosse a resposta, Liesel não tentou nenhuma análise adicional. Tinha-se safado, e isso era o bastante."


*UMA COISINHA PARA BAIXAR A EUFORIA*

Ela não se safara de coisa alguma.
A mulher do prefeito a vira, sim.
Só estava esperando o momento certo.

"A mulher do prefeito era apenas uma numa brigada mundial. Você já a viu antes, tenho certeza. Em suas histórias, seus poemas, nos filmes a que gosta de assistir. Elas estão por toda parte, então, por que não aqui? Por que não numa bela colina de uma cidadezinha Alemã? É um lugar tão bom quanto qualquer outro para sofrer.
A questão é que Ilsa Hermann tinha resolvido fazer do sofrimento sua vitória. Quando a dor se recusou a largá-la, a mulher sucumbiu a ela. Abraçou-a."

"Vez ou outra, Liesel se perguntava se deveria simplesmente deixar a mulher em paz, mas Ilsa Hermann era muito interessante e a atração dos livros era forte demais..."

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Menina Que Roubava Livros




Razões pelas quais eu simplesmente amo esse livro:

  1. Eu amo livros. Não foi preciso mais do que o título e uma frase para me convencer a comprá-lo.
  2. É uma história fictícia ambientada na Alemanha da Segunda Guerra Mundial. Gosto de histórias de guerra. Que mostram a realidade do mundo, o sofrimento de pessoas inocentes e como o ser humano é estúpido - entre outras coisas.
  3. A única coisa escrita na contra-capa era: Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.
É isso mesmo, a Morte em pessoa conta a história de Liesel Meminger, uma garotinha sobrevivendo em meio à guerra.
Nossa narradora, a Morte, encontra-se com Liesel, em vida, três vezes. E, de tão impressionada, decide contar sua história, que, segundo ela "é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordiñária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e a sua existência humana valem a pena."

Liesel rouba seu primeiro livro da neve, O Manual do Coveiro, num momento de distração do coveiro na tarde em que seu irmão é enterrado.


*O SIGNIFICADO DO LIVRO*


1.A última vez que ela vira o irmão


2.A última vez que vira a mãe



O segundo ela rouba do fogo...
Só então ela passa a roubar de um lugar mais apropriado para livros.

"Se havia uma coisa a dizer sobre Liesel Meminger, era que seus roubos não eram gratuitos. Ela só furtava livros com base no que sentia ser uma necessidade de tê-los."

Aos 9 anos de idade, quando chega à rua Himmel, na casa de Hans e Rosa Hubermann, seus pais adotivos, Liesel mal sabia ler e escrever. É seu pai, Hans, quem a ensina.
Mas os livros sempre exerceram um grande fascínio sobre a menina. Ela precisava de palavras... tinha fome delas.

"Ela era uma menina.
Na Alemanha nazista.
Como era apropriado que descobrisse o poder das palavras!"

"...Era o livro que ela queria. O Assobiador. Não suportaria que ele lhe fosse dado por uma velha solitária e patética. Roubá-lo, por outro lado, parecia um pouco mais aceitável. Roubá-lo, em certo sentido doentio, era como merecê-lo."


Palavras de sua narradora:

"Esqueça a foice, diabos, eu precisava era de uma vassoura ou um rodo. E eu precisava de umas férias.

*UMA VERDADEZINHA*
Eu não carrego gadanha nem foice.
Nem tenho essas feições de caveira que vocês parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber o meu verdadeiro rosto?
Eu ajudo:
Procure um espelho enquanto eu continuo."



*UMA OBSERVAÇÃO PEQUENA*

PORÉM DIGNA DE NOTA
Ao longo dos anos,
vi inúmeros rapazes que pensam
estar correndo para outros rapazes.
Não estão.
Eles correm para mim.


"Os seres humanos me assombram."


Outros posts sobre A Menina Que Roubava Livros: 
O lutador judeu, oladrão de céus
A Mulher do Prefeito
Livros que falam de livros

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Livros que falam de livros

Adoro livros que falam de livros. Acho que todo mundo deveria ler ao menos um.
Os meus preferidos (de todos, não apenas que falam de livros) são A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak, e O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón.


Esses dois livros me mostraram que eu sei contar histórias. Juntei dois livros que não tem aparentemente nada a ver, a não ser o amor pelos livros.